Inflação na Argentina ficou em torno de 30%

 inflação de 2015 na Argentina ficou em torno de 30%, segundo índices regionais de referência divulgados nesta segunda-feira (25) no Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), à espera de um indicador único cuja elaboração demorará pelo menos oito meses.

Os números de referência são os da cidade de Buenos Aires, que em 2015 teve uma inflação de 26,9% e o da província de San Luis (centro-oeste), que ficou em 31,6%.

Ambos foram estabelecidos como indicadores de referência até que o Indec conclua a elaboração de uma nova metodologia de medição da evolução dos preços.

Em meados de janeiro, o Indec informou que a Argentina voltará a publicar índices como o que mede o Produto Interno Bruto (PIB) em 180 dias, mas demorará pelo menos oito meses para voltar a publicar a inflação nacional.

As autoridades acreditam que o índice de pobreza deve ficar pronto para 2017.

O índice de inflação da cidade de Buenos Aires registrou um aumento de 3,9% em dezembro em relação ao mês anterior, enquanto que o de de San Luis ficou em 6,5% no mesmo período.

Legado de Kirchner
Apesar do crescimento na economia, a inflação sempre fez parte do jogo econômico nos 12 anos de governo de Cristina Kirchner. Altos gastos do governo em programas de assistência social, a impressão de dinheiro novo e uma moeda “doente” alimentaram uma das taxas de inflação mais elevadas do mundo.

Em algumas ocasiões, críticos do governo, economistas independentes e organismos internacionais questionaram os dados divulgados oficialmente, indicando que eles seriam mais altos. Para 2015, por exemplo, o governo estima oficialmente que a inflação alcançará 14,4%, mas economistas independentes estimaram quase o dobro, de 25%.

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